Terceira cria:
O amor, quando dividido, faz com que cada parte resultado dessa divisão se multiplique e volte a ser o todo originário que sempre existiu. E esse próprio todo não para de crescer jamais, caminhando em majoração até o infinito, ou mesmo além dele.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Para Ana Beatriz,
Minha Mulher:
Assim mesmo, com letra Maiúscula. Maiúscula, porque é Mulher do modo mais completo que a palavra pode significar. É Mulher, antes de tudo, mãe; e que mãe! Aliás, qual mãe poderia ser mais dedicada, preocupada, amorosa e, incondicionalmente, mãe? Procuro, mas não encontro. E não conseguirei encontrar jamais, bem sei aqui com meus botões. Mulher batalhadora, inteligente e comprometida com o seu trabalho, trabalho que exerce juntamente com as demais tarefas do dia a dia de maneira incansável, de maneira absurdamente incansável. Mulher companheira, companheira do marido que tem, companheira fiel, que cuida com esmero, que quer consigo em todos os instantes, que fortalece e faz crescer todo o tempo, o tempo todo. Mulher que ama e que satisfaz um homem em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Mulher de família, Mulher alicerce da família, alicerce da vida em família, alicerce do amor que tão lindamente permeia essa família tão feliz e completa. Completa por ter essa Mulher em seu vértice, em seu topo, e, também, na sua base mais sólida que jamais poderá ser abalada. Porque não se abala uma base fincada em terreno tão fértil, em terreno tão vasto e regado com tanto amor. Vc me emociona e nem sei se mereço. Entretanto, talvez mereça, uma vez que Deus não me daria assim de graça uma Mulher tão esplêndida se eu realmente não merecesse essa dádiva. Nossos dias de solidão noturna terminarão, e, quando terminarem, o tempo será só de celebração e nunca mais de saudade.
Sou seu, sempre fui, sempre serei. Antes de você outras existiram, só que, diante de vc, a insignificância dessa existência não mais me deixa sequer lembrar de como eram.
Meu amor é eterno!
Minha Mulher:
Assim mesmo, com letra Maiúscula. Maiúscula, porque é Mulher do modo mais completo que a palavra pode significar. É Mulher, antes de tudo, mãe; e que mãe! Aliás, qual mãe poderia ser mais dedicada, preocupada, amorosa e, incondicionalmente, mãe? Procuro, mas não encontro. E não conseguirei encontrar jamais, bem sei aqui com meus botões. Mulher batalhadora, inteligente e comprometida com o seu trabalho, trabalho que exerce juntamente com as demais tarefas do dia a dia de maneira incansável, de maneira absurdamente incansável. Mulher companheira, companheira do marido que tem, companheira fiel, que cuida com esmero, que quer consigo em todos os instantes, que fortalece e faz crescer todo o tempo, o tempo todo. Mulher que ama e que satisfaz um homem em todos os sentidos possíveis e imagináveis. Mulher de família, Mulher alicerce da família, alicerce da vida em família, alicerce do amor que tão lindamente permeia essa família tão feliz e completa. Completa por ter essa Mulher em seu vértice, em seu topo, e, também, na sua base mais sólida que jamais poderá ser abalada. Porque não se abala uma base fincada em terreno tão fértil, em terreno tão vasto e regado com tanto amor. Vc me emociona e nem sei se mereço. Entretanto, talvez mereça, uma vez que Deus não me daria assim de graça uma Mulher tão esplêndida se eu realmente não merecesse essa dádiva. Nossos dias de solidão noturna terminarão, e, quando terminarem, o tempo será só de celebração e nunca mais de saudade.
Sou seu, sempre fui, sempre serei. Antes de você outras existiram, só que, diante de vc, a insignificância dessa existência não mais me deixa sequer lembrar de como eram.
Meu amor é eterno!
quinta-feira, 20 de abril de 2017
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Segredo
Que hoje, sejamos mais do que fomos ontem. E que, amanhã, sejamos mais do que seremos hoje. E que, assim, consigamos ser mais e mais, até que a nossa jornada se finde e se complete para novamente recomeçar para todo o sempre. Esse é o propósito, esse é o sentido. É isso o que viemos fazer aqui e é isso o que estamos conseguindo fazer, cada um ao seu modo e na velocidade própria de cada ser humano.
Que hoje, sejamos mais do que fomos ontem. E que, amanhã, sejamos mais do que seremos hoje. E que, assim, consigamos ser mais e mais, até que a nossa jornada se finde e se complete para novamente recomeçar para todo o sempre. Esse é o propósito, esse é o sentido. É isso o que viemos fazer aqui e é isso o que estamos conseguindo fazer, cada um ao seu modo e na velocidade própria de cada ser humano.
Uma amiga complicada
“Letra, por que você é tão indecisa? Até parece que fica tentando enrolar a gente de tudo quanto é jeito. Nunca dá uma resposta precisa quando te faço uma pergunta qualquer. Por mais banal que seja a questão, você sempre termina interpretando o significado disso e daquilo. Eu queria que você fosse mais direta, mais exata. Sei lá, que não complicasse tanto as coisas”.
O número já não aguentava mais a ambiguidade da amiga. Encontrava-se cansado das maçantes divagações que ela inevitavelmente conseguia inserir na prosa dos dois todas as vezes que eles se falavam. O que ele apreciava mesmo era um papo direto, sem rodeios e recheado de dados estatísticos. Um diálogo definido que não terminasse na insegurança de uma argumentação infindável. Para ele, isso sempre levava todo mundo a lugar nenhum.
Só que a letra, avoada como ela só, sequer conseguiu compreender toda a chateação do amigo em relação ao o seu modo viajante de ser. E então, mais uma vez e sem nem mesmo se tocar, acabou tentando direcionar aquele começo de conversa para o caminho que mais lhe parecia ser o correto.
“Mas, número, como poderia eu ser mais direta se tudo aquilo que gosto de conversar só pode ser dito de uma maneira mais elaborada? Como falar das coisas do mundo e dos seres em geral secamente? Como interpretar o que acontece conosco no dia a dia, utilizando-me somente de matemática? É tudo muito profundo para ser aritmeticamente simplificado. Precisamos filosofar, só assim conseguiremos entender um pouquinho mais do que nos acontece nesta nossa existência”.
“Tá vendo! Nem bem começamos a conversar e você já está conseguindo me desviar do meu foco de novo com esse seu papinho envolvente. Também, como você mesmo acabou de dizer, a gente só fala de coisas sobre as quais você gosta. Assim não dá! A senhorita é muito egoísta”.
“Tudo bem, meu amigo número. Ultimamente, nós apenas temos conversado sobre assuntos do meu interesse mesmo. Você está coberto de razão e isso não está certo. Então, vamos lá, a respeito do que o senhor gostaria de prosear neste exato momento?”
Apesar de reconhecer que nos últimos tempos não estava dando muita atenção para os temas de interesse do amigo, na realidade a letra detestava aquele papo carrancudo acerca do quanto a matemática agrega certeza e segurança às nossas vidas; aquela conversa a respeito das precisas equações e fórmulas que jamais transmitem indecisão ou mesmo qualquer ponta de dúvida para todos nós. Por isso, antes que o número começasse a dizer o que quer que fosse, a letra resolveu interrompê-lo lançando uma disputa para aquele companheiro de longa data. Assim, se acaso ela conseguisse vencer, poderia obrigá-lo a escutá-la sem reclamar de mais nada dali para frente.
Tomada de uma confiança exacerbada, a agora pretensiosa letra estava convencida de que se sagraria vencedora, pois o que tinha em mente, no seu modo de pensar, era um desafio impossível de ser decifrado.
“Já sei, façamos desta forma: vamos duelar. Quem ganhar será obrigado daqui em diante a não mais criticar o outro. Além disso, quem perder terá que conversar numa boa sobre o que o outro quiser e quantas vezes o outro desejar. Topa?”
“E no que consistiria esse duelo?” questionou o número um tanto quanto ressabiado.
“Pensei no seguinte: nós dois teremos que propor um ao outro um problema qualquer e quem conseguir solucioná-lo satisfatoriamente será o vencedor.”
“Combinado. Posso começar?”
“Fique à vontade.” respondeu a letra com ares de sabichona.
O número, que não era bobo nem nada, tinha em mente um enigma muito complicado que sem dúvida faria a letra ficar com cara de tacho. Era algo que ele já conhecia há algum tempo e que lhe havia sido proposto certa feita por um conhecido seu, o sentimento.
“Pois bem! Considerando ambas as nossas áreas de conhecimento, eu gostaria que você me explicasse o porquê de o resultado da soma de um mais um ser dois. Na verdade, quero ver se a senhorita saberia interpretar essa singela operação aritmética de maneira aceitável, utilizando-se da sua sagaz capacidade de relativizar o ‘irrelativizável’.”
“Uau! Pegou pesado, hein, amiga!”
A letra não tinha ideia por onde deveria começar e pediu um tempo para pensar. O número concordou e disse que não tinha pressa.
As horas se passaram e, nesse interregno, o número foi cuidar da vida. Já a letra, por sua vez, permaneceu sentada no mesmo banquinho onde já se encontrava. Estática, quase não respirava de tão concentrada.
À certa altura, gritou:
"Pronto!"
“Então, fala.”
E a letra iniciou o seu curto e truncado monólogo:
“A razão de o resultado de um mais um ser dois reside no fato de os números, e, com eles, a própria matemática, necessitarem de uma constante aprovação das demais coisas existentes no mundo, no sentido de se sentirem imprescindíveis para que a desordem não acabe imperando nessa nossa quimérica realidade vivenciada quotidianamente. Só que, a despeito dessa pretensa indispensabilidade, desconhecem a verdade absoluta de que tudo pode ser interpretado e relativizado, tal como o próprio resultado dessa adição.”
O número, agora boquiaberto e ostentando uma leve baba que saía da sua boca, fingiu entender tudo o que acabara de ser dito, mas não sem antes esboçar uma quase imperceptível reação de espanto.
“Meio confusa essa sua explicação, letra. Escreve para mim que tentarei entendê-la melhor. Antes disso, você já poderia me propor o seu problema que vou pensando em como desvendá-lo.”
A amiga estava radiante e se sentindo o máximo da inteligência diante da sua elaborada e complexa resposta. Igualmente ao número, ela era muito íntima do sentimento e dele um dia também já tinha ouvido uma charada, a qual pretendia transmitir ao amigo naquele instante:
“Quero que você equacione o amor. Que você o decifre através de uma equação matemática.”
O número disse nada; apenas fechou os olhos e começou a processar milhões de operações aritméticas dentro do seu cérebro, assim permanecendo durante umas duas horas. Enquanto isso, a letra escreveu em um pedaço de papel a sua resposta
à questão anterior e ficou parada no mesmo local onde já estava. Olhava fixamente para o amigo e tentava imaginar o que se passava dentro da cabeça dele.
Sem nada falar, o número pediu um pedaço de papel e uma caneta à amiga e escreveu a seguinte fórmula:
“Amor = atenção x (amizade + ou – sexo)2.”
Depois de entregar a anotação, ele pegou a resposta das mãos dela e os dois começaram a analisar o que fora escrito pelo outro.
Nada mais disseram, tudo continuou a ser como era antes dessa maluca conversa e ambos prosseguiram se completando mutuamente.
“Letra, por que você é tão indecisa? Até parece que fica tentando enrolar a gente de tudo quanto é jeito. Nunca dá uma resposta precisa quando te faço uma pergunta qualquer. Por mais banal que seja a questão, você sempre termina interpretando o significado disso e daquilo. Eu queria que você fosse mais direta, mais exata. Sei lá, que não complicasse tanto as coisas”.
O número já não aguentava mais a ambiguidade da amiga. Encontrava-se cansado das maçantes divagações que ela inevitavelmente conseguia inserir na prosa dos dois todas as vezes que eles se falavam. O que ele apreciava mesmo era um papo direto, sem rodeios e recheado de dados estatísticos. Um diálogo definido que não terminasse na insegurança de uma argumentação infindável. Para ele, isso sempre levava todo mundo a lugar nenhum.
Só que a letra, avoada como ela só, sequer conseguiu compreender toda a chateação do amigo em relação ao o seu modo viajante de ser. E então, mais uma vez e sem nem mesmo se tocar, acabou tentando direcionar aquele começo de conversa para o caminho que mais lhe parecia ser o correto.
“Mas, número, como poderia eu ser mais direta se tudo aquilo que gosto de conversar só pode ser dito de uma maneira mais elaborada? Como falar das coisas do mundo e dos seres em geral secamente? Como interpretar o que acontece conosco no dia a dia, utilizando-me somente de matemática? É tudo muito profundo para ser aritmeticamente simplificado. Precisamos filosofar, só assim conseguiremos entender um pouquinho mais do que nos acontece nesta nossa existência”.
“Tá vendo! Nem bem começamos a conversar e você já está conseguindo me desviar do meu foco de novo com esse seu papinho envolvente. Também, como você mesmo acabou de dizer, a gente só fala de coisas sobre as quais você gosta. Assim não dá! A senhorita é muito egoísta”.
“Tudo bem, meu amigo número. Ultimamente, nós apenas temos conversado sobre assuntos do meu interesse mesmo. Você está coberto de razão e isso não está certo. Então, vamos lá, a respeito do que o senhor gostaria de prosear neste exato momento?”
Apesar de reconhecer que nos últimos tempos não estava dando muita atenção para os temas de interesse do amigo, na realidade a letra detestava aquele papo carrancudo acerca do quanto a matemática agrega certeza e segurança às nossas vidas; aquela conversa a respeito das precisas equações e fórmulas que jamais transmitem indecisão ou mesmo qualquer ponta de dúvida para todos nós. Por isso, antes que o número começasse a dizer o que quer que fosse, a letra resolveu interrompê-lo lançando uma disputa para aquele companheiro de longa data. Assim, se acaso ela conseguisse vencer, poderia obrigá-lo a escutá-la sem reclamar de mais nada dali para frente.
Tomada de uma confiança exacerbada, a agora pretensiosa letra estava convencida de que se sagraria vencedora, pois o que tinha em mente, no seu modo de pensar, era um desafio impossível de ser decifrado.
“Já sei, façamos desta forma: vamos duelar. Quem ganhar será obrigado daqui em diante a não mais criticar o outro. Além disso, quem perder terá que conversar numa boa sobre o que o outro quiser e quantas vezes o outro desejar. Topa?”
“E no que consistiria esse duelo?” questionou o número um tanto quanto ressabiado.
“Pensei no seguinte: nós dois teremos que propor um ao outro um problema qualquer e quem conseguir solucioná-lo satisfatoriamente será o vencedor.”
“Combinado. Posso começar?”
“Fique à vontade.” respondeu a letra com ares de sabichona.
O número, que não era bobo nem nada, tinha em mente um enigma muito complicado que sem dúvida faria a letra ficar com cara de tacho. Era algo que ele já conhecia há algum tempo e que lhe havia sido proposto certa feita por um conhecido seu, o sentimento.
“Pois bem! Considerando ambas as nossas áreas de conhecimento, eu gostaria que você me explicasse o porquê de o resultado da soma de um mais um ser dois. Na verdade, quero ver se a senhorita saberia interpretar essa singela operação aritmética de maneira aceitável, utilizando-se da sua sagaz capacidade de relativizar o ‘irrelativizável’.”
“Uau! Pegou pesado, hein, amiga!”
A letra não tinha ideia por onde deveria começar e pediu um tempo para pensar. O número concordou e disse que não tinha pressa.
As horas se passaram e, nesse interregno, o número foi cuidar da vida. Já a letra, por sua vez, permaneceu sentada no mesmo banquinho onde já se encontrava. Estática, quase não respirava de tão concentrada.
À certa altura, gritou:
"Pronto!"
“Então, fala.”
E a letra iniciou o seu curto e truncado monólogo:
“A razão de o resultado de um mais um ser dois reside no fato de os números, e, com eles, a própria matemática, necessitarem de uma constante aprovação das demais coisas existentes no mundo, no sentido de se sentirem imprescindíveis para que a desordem não acabe imperando nessa nossa quimérica realidade vivenciada quotidianamente. Só que, a despeito dessa pretensa indispensabilidade, desconhecem a verdade absoluta de que tudo pode ser interpretado e relativizado, tal como o próprio resultado dessa adição.”
O número, agora boquiaberto e ostentando uma leve baba que saía da sua boca, fingiu entender tudo o que acabara de ser dito, mas não sem antes esboçar uma quase imperceptível reação de espanto.
“Meio confusa essa sua explicação, letra. Escreve para mim que tentarei entendê-la melhor. Antes disso, você já poderia me propor o seu problema que vou pensando em como desvendá-lo.”
A amiga estava radiante e se sentindo o máximo da inteligência diante da sua elaborada e complexa resposta. Igualmente ao número, ela era muito íntima do sentimento e dele um dia também já tinha ouvido uma charada, a qual pretendia transmitir ao amigo naquele instante:
“Quero que você equacione o amor. Que você o decifre através de uma equação matemática.”
O número disse nada; apenas fechou os olhos e começou a processar milhões de operações aritméticas dentro do seu cérebro, assim permanecendo durante umas duas horas. Enquanto isso, a letra escreveu em um pedaço de papel a sua resposta
à questão anterior e ficou parada no mesmo local onde já estava. Olhava fixamente para o amigo e tentava imaginar o que se passava dentro da cabeça dele.
Sem nada falar, o número pediu um pedaço de papel e uma caneta à amiga e escreveu a seguinte fórmula:
“Amor = atenção x (amizade + ou – sexo)2.”
Depois de entregar a anotação, ele pegou a resposta das mãos dela e os dois começaram a analisar o que fora escrito pelo outro.
Nada mais disseram, tudo continuou a ser como era antes dessa maluca conversa e ambos prosseguiram se completando mutuamente.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
"O medo da verdade"
A verdade absoluta, aquela que dói na carne e na alma, é plenamente encarada apenas por muito poucos. A maioria das pessoas jamais conseguirá chegar lá. E essa imensa maioria passará pela vida se enganando e acreditando que vive verdadeiramente. Não vive, não viveu e nunca viverá.
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